O profeta Amós viveu num tempo em que Israel apresentava uma dualidade na adoração: ao mesmo tempo em que buscava a Deus, também se voltava para ídolos de outras nações.
Amós questiona a vida religiosa do povo, comparando suas palavras e cânticos com suas atitudes práticas, especialmente no que diz respeito à moralidade e à justiça social.
O profeta convoca o povo à reflexão, mostrando que as palavras, os cânticos e as ofertas eram em vão, porque o que realmente importava estava sendo negligenciado.
A passagem nos ensina que precisamos de dois tipos de justiça como base para nossas decisões: a justiça conforme a lei (mishpat) e a justiça conforme a moral (tzedakah). A lei orienta sobre o que é certo ou errado; a moral orienta sobre a aplicação correta da justiça.
Vivemos dias em que a imoralidade e a injustiça têm se tornado fundamentos da sociedade. O profeta nos chama a ser justos de forma constante e relevante, mesmo em meio a um mundo corrompido.
Parem com o barulho das suas canções religiosas, não quero mais ouvir a música de harpas. Em vez disso, quero que haja tanta justiça como as águas de uma enchente e que a honestidade seja como um rio que não para de correr”

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